quarta-feira, março 19, 2008
Escritor belga Hugo Claus morreu por eutanásia
O escritor belga Hugo Claus morreu hoje num hospital de Antuérpia, aos 78 anos, depois de ter solicitado a eutanásia, por sofrer da doença de Alzheimer. Claus é autor de livros como “O desgosto da Bélgica”, “O peixe espada” e “O desejo”, avança o diário espanhol “El Mundo”.
“Claus determinou o momento da sua morte e pediu a eutanásia”, explicou a sua editora, “De Bezige Bij”, em comunicado oficial. “Em nome da sua família comunicamos que o escritor, pintor e cineasta Hugo Claus faleceu ao meio-dia no hospital Middelheim em Antuérpia”, lê-se.
O autor fez parte da editora “De Bezige Bij” durante quase cinquenta anos.
O ministro flamenco da Cultura, Bert Anciaux, afirmou que “o conhecia suficientemente bem para saber que queria morrer com orgulho e dignidade. Vamos ter saudades”.
Hugo Claus foi indicado em várias ocasiões como candidato ao Nobel da Literatura e em 1998 foi galardoado com o Grande Prémio a Literatura da Comissão Europeia.
A Bélgica é um dos três países da Uniâo Europeia que legalizou a eutanásia, juntamente com a Holanda e o Luxemburgo.
in Publico Online
Ave canta menos por estar a desaparecer
Cientistas estudam espécie de ave que "canta menos" por estar a desaparecer
A Calhandra Dupont, Chersophilus duponti, pequena ave que vive em território espanhol, está a diminuir a variedade do seu canto à medida que desaparece da natureza. Essa é a principal conclusão de uma investigação de um grupo espanhol, publicada hoje na revista "Public Library of Science" (PLoS ONE).
Os machos desta espécie, Chersophilus duponti, cantam para conquistarem as fêmeas e avisarem os outros machos da sua presença. Mas necessitam de machos adultos para aprenderem a fazê-lo.
O estudo foi realizado no Vale do Ébro por um grupo da Estación Biológica de Doñana, de Sevilha. Da Primavera de 2004 até à Primavera de 2007, durante o amanhecer e o anoitecer, eram gravados os cantos dos machos.
“Conseguimos gravar 330 machos, que são os únicos que cantam”, disse Paola Laiolo, principal autora do artigo publicado, ao jornal "El Mundo". As gravações foram feitas em 19 locais diferentes, em que as populações “iam somente de dois indivíduos até mais de 50”, sublinha a bióloga.
A unidade de canto desta ave é formada por doze sequências diferenciadas em frases, cada uma com treze notas. “As fêmeas são atraídas por estes cantos e elegem o seu par de acordo com a complexidade das canções”, diz Laiolo.
Os juvenis desta espécie aprendem as vocalizações com os machos adultos. Fazem isto durante o Verão em apenas 30 dias. No entanto, nos locais onde as populações são compostas por menos indivíduos, os juvenis perdem o reportório de cantos, notas e sequências, por não terem com quem aprender.
A investigação também concluiu que quando os jovens não têm indivíduos da mesma espécie para poderem aprender, começam a imitar outras aves que vivem nos mesmos locais.
Este fenómeno pode ser um novo indicador da biodiversidade e do estado de vulnerabilidade das populações. É uma característica que poderá ser aplicada a outras espécies, principalmente a grupos como as aves cuja presença é muitas vezes confirmada pelo canto.
Na Europa, o Chersophilus duponti já só se encontra disperso na região cantábrica de Espanha. Pensa-se que não existam mais do que 2000 machos reprodutores. A espécie já existiu em Portugal mas o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal dá-a como Regionalmente Extinta. Os outros locais onde se podem encontrar a espécie são Marrocos, Argélia e Egipto.
in Publico Online
A Calhandra Dupont, Chersophilus duponti, pequena ave que vive em território espanhol, está a diminuir a variedade do seu canto à medida que desaparece da natureza. Essa é a principal conclusão de uma investigação de um grupo espanhol, publicada hoje na revista "Public Library of Science" (PLoS ONE).
Os machos desta espécie, Chersophilus duponti, cantam para conquistarem as fêmeas e avisarem os outros machos da sua presença. Mas necessitam de machos adultos para aprenderem a fazê-lo.
O estudo foi realizado no Vale do Ébro por um grupo da Estación Biológica de Doñana, de Sevilha. Da Primavera de 2004 até à Primavera de 2007, durante o amanhecer e o anoitecer, eram gravados os cantos dos machos.
“Conseguimos gravar 330 machos, que são os únicos que cantam”, disse Paola Laiolo, principal autora do artigo publicado, ao jornal "El Mundo". As gravações foram feitas em 19 locais diferentes, em que as populações “iam somente de dois indivíduos até mais de 50”, sublinha a bióloga.
A unidade de canto desta ave é formada por doze sequências diferenciadas em frases, cada uma com treze notas. “As fêmeas são atraídas por estes cantos e elegem o seu par de acordo com a complexidade das canções”, diz Laiolo.
Os juvenis desta espécie aprendem as vocalizações com os machos adultos. Fazem isto durante o Verão em apenas 30 dias. No entanto, nos locais onde as populações são compostas por menos indivíduos, os juvenis perdem o reportório de cantos, notas e sequências, por não terem com quem aprender.
A investigação também concluiu que quando os jovens não têm indivíduos da mesma espécie para poderem aprender, começam a imitar outras aves que vivem nos mesmos locais.
Este fenómeno pode ser um novo indicador da biodiversidade e do estado de vulnerabilidade das populações. É uma característica que poderá ser aplicada a outras espécies, principalmente a grupos como as aves cuja presença é muitas vezes confirmada pelo canto.
Na Europa, o Chersophilus duponti já só se encontra disperso na região cantábrica de Espanha. Pensa-se que não existam mais do que 2000 machos reprodutores. A espécie já existiu em Portugal mas o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal dá-a como Regionalmente Extinta. Os outros locais onde se podem encontrar a espécie são Marrocos, Argélia e Egipto.
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Oscar para melhor filme de animação
O filme vencedor do Oscar para melhor animação(longa) foi o Ratatuille.
Outro filme nomeado era o Surf's Up, outro filme em 3D e depois havia outro filme de nome Persepolis, com animação 2D digital e desenhos pouco apelativos à primeira vista.
Eu não acompanho os Oscares. Acho que é um festival de cinema em que o "mérito pelo prémio" é um factor de ponderação secundário, dando prioridade aos que "já foram nomeados tantas vezes e nunca receberam, coitados!",ao "fica bem, porque o actor é estrangeiro" ou "fica bem, porque esse actor é negro" ou ao "o que é que nunca aconteceu em nenhuma cerimónia dos Oscares? Não darmos nenhum prémio a actores americanos numa gala? Vamos a isso!" ou por aí a fora(não vou sequer entrar pelo factor de escolha dos nomeados)... mas obviamente vou sabendo por aqui ou por ali que este ou aquele está nomeado e este ou aquele ganhou isto ou aquilo.
Não quero dizer que não premeiem bons profissionais ou bons filmes, mas vejo mtos ficarem sem o tal homenzinho dourado por motivos estranhos.
Voltando ao início, o Oscar para melhor filme de animação. Quanto ao Surf's Up, é mais um filme em 3D com temática e design de personagens colado ao Happy Feet... só por aí já merecia NO MINIMO estarem Os Simpsons em vez deste, mas tudo bem.
Ratuille já todos viram, se não com certeza já viram algum dos filmes da Disney/Pixar e saberão a base da históra. Tem pormenores muito bons em termos técnicos de efeitos 3D, as piadas e dramas habituais. Não é um filme nada mau, é bem giro, mas com a mesma formula que a aplicada em todos os outros filmes dessa empresa.
Qto ao Persepolis, é um filme baseado numa BD Francesa (por aí o aspecto das imagens) realizado por uma Iraniana(também autora do livro) que conta a história da vida pessoal da mesma. De pequena a adulta o filme vai evoluindo conforme a mentalidade da personagem principal. Tem humor, drama, politica, amores (e "desamores"), inocência, guerra, etc. Tem pormenores de animação muito bons. Uns detalhes só como exemplo, está excelente a animação de como as pessoas morrem ao longo do filme, várias maneiras diferentes, todas muito fortes e muito boas... ou ver ela num concerto punk com todos a dançarem como fazem realmente ou quando ela está a curtir Iron Maiden com uma raquete e a fazer head banging. Vê-se que quem animou ou sabia como era ou estudou como era.
Enfim, o vencedor foi o Ratatuille. Para mim, é ridiculo estarem a concorrer ao mesmo prémio no mesmo festival.
Outro filme nomeado era o Surf's Up, outro filme em 3D e depois havia outro filme de nome Persepolis, com animação 2D digital e desenhos pouco apelativos à primeira vista.
Eu não acompanho os Oscares. Acho que é um festival de cinema em que o "mérito pelo prémio" é um factor de ponderação secundário, dando prioridade aos que "já foram nomeados tantas vezes e nunca receberam, coitados!",ao "fica bem, porque o actor é estrangeiro" ou "fica bem, porque esse actor é negro" ou ao "o que é que nunca aconteceu em nenhuma cerimónia dos Oscares? Não darmos nenhum prémio a actores americanos numa gala? Vamos a isso!" ou por aí a fora(não vou sequer entrar pelo factor de escolha dos nomeados)... mas obviamente vou sabendo por aqui ou por ali que este ou aquele está nomeado e este ou aquele ganhou isto ou aquilo.
Não quero dizer que não premeiem bons profissionais ou bons filmes, mas vejo mtos ficarem sem o tal homenzinho dourado por motivos estranhos.
Voltando ao início, o Oscar para melhor filme de animação. Quanto ao Surf's Up, é mais um filme em 3D com temática e design de personagens colado ao Happy Feet... só por aí já merecia NO MINIMO estarem Os Simpsons em vez deste, mas tudo bem.
Ratuille já todos viram, se não com certeza já viram algum dos filmes da Disney/Pixar e saberão a base da históra. Tem pormenores muito bons em termos técnicos de efeitos 3D, as piadas e dramas habituais. Não é um filme nada mau, é bem giro, mas com a mesma formula que a aplicada em todos os outros filmes dessa empresa.
Qto ao Persepolis, é um filme baseado numa BD Francesa (por aí o aspecto das imagens) realizado por uma Iraniana(também autora do livro) que conta a história da vida pessoal da mesma. De pequena a adulta o filme vai evoluindo conforme a mentalidade da personagem principal. Tem humor, drama, politica, amores (e "desamores"), inocência, guerra, etc. Tem pormenores de animação muito bons. Uns detalhes só como exemplo, está excelente a animação de como as pessoas morrem ao longo do filme, várias maneiras diferentes, todas muito fortes e muito boas... ou ver ela num concerto punk com todos a dançarem como fazem realmente ou quando ela está a curtir Iron Maiden com uma raquete e a fazer head banging. Vê-se que quem animou ou sabia como era ou estudou como era.
Enfim, o vencedor foi o Ratatuille. Para mim, é ridiculo estarem a concorrer ao mesmo prémio no mesmo festival.
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